Ativação: ligando o implante coclear

O dispositivo é ativado no consultório da fonoaudióloga, de 4 a 6 semanas após a cirurgia. Este tempo é necessário para uma adequada cicatrização. A fonoaudióloga irá acoplar o processador de fala ao computador e, utilizando-se de dados obtidos durante a cirurgia irá ajustando parâmetros como intensidade de estímulo e velocidade. O tempo médio é do processo é de 2 horas.

A reação inicial na ativação do implante varia muito para casa paciente, sendo sempre um momento de bastante ansiedade, não só para o paciente e sua família, mas também para todos os profissionais envolvidos. O processador de fala é posicionado atrás da orelha, conectada pela antena imantada à unidade interna e ligada (ativada). Em seguida, alguns testes são realizados em busca da sensação auditiva do paciente e sua reação a estes estímulos.

Em adultos pós-linguais (que perderam a audição depois de certa idade), a ativação costuma ser mais tranquila pois o cérebro já estava acostumado a perceber o som antes do advento da surdez. Os resultados são mais rápidos e geralmente é possível atingir alta porcentagem de reconhecimento de palavras, frases e sentenças.

Nos casos de crianças com surdez congênita (nascença) e adolescentes e adultos com surdez pré-lingual (que nunca ouviram), é comum que esse seja um momento de estranheza e mesmo desconforto. Como o cérebro não esta acostumado a perceber o som, trata-se de um tipo de estímulo novo, que pode ser interpretado pelo paciente de várias forma, pois não ainda não sabe ao certo como definí-los. Em bebês, a reação é bastante sutil, podendo ser apenas uma alteração no olhar, um choro ou um virar de cabeça. Nas crianças maiores, adolescentes e adultos pré-linguais, muitos referem o som como uma vibração.

Mapeamento e Treinamento auditivo

O processo de ajuste do sistema do implante coclear leva tempo. Os ajustes, que chamamos de mapeamento exigirão várias visitas ao consultório. Conforme o uso do implante muda, outros ajustes também são realizados e devem ocorrer pelo resto da vida. O objetivo dos mapeamentos é ajustar os sons de maneira que fiquem cada vez mais claros, fortes e nítidos, sem provocar desconforto.

O primeiro mapeamento é realizado após 30 dias da ativação e depois a cada 2 meses no primeiro ano. A partir do segundo ano se torna semestral ou anual, dependendo da necessidade de cada paciente. A partir do uso contínuo do implante coclear, aquele som que no início pode ser "estranho" vai ficando cada vez mais agradável e natural, como se o cérebro passasse a "acostumar" com este novo estímulo e, a partir de sua memória auditiva adequar esta nova sensação ao som que ouvia antes da surdez.

Em pacientes que nunca ouviram este processo é muito mais complexo. A evolução entre escutar os sons e ter capacidade de reconhecer palavras e frases pode demorar anos e dependerá muito do esforço e persistência de cada paciente. O treinamento auditivo com supervisionado por fonoaudióloga capacitada é essencial em todo este processo.

Para saber mais sobre esta nova sensação, nada melhor do que ouvir do próprio paciente. No site "desculpe, não ouvi", Lak Lobato uma paciente bi-implantada faz um relato muito rico de todas as suas sensações e experiências com o implante coclear. Além de depoimentos de vários pacientes.

 

Sites recomendados sobre ativação e mapeamento:

Prof Dr Robinson Koji tsuji - CRM 97471

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